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“Caminhando e cantando” é uma oficina voltada para artistas profissionais ou amadores. Proponho a investigação do ato de caminhar pela cidade como plataforma para composição. Nela vamos pesquisar como o deslocamento psicofísico e a arquitetura da cidade alteram nosso estado de criação e como os caminhos percorridos instigam a uma escuta diferenciada à paisagem sonora: como se colocar disponível, vulnerável e poroso aos espaços em que o corpo se coloca a caminhar? Qual a medida ou equilíbrio dinâmico entre a escuta e a produção sonora, entre deixar-se afetar pelo externo e ao mesmo tempo responder sonoramente à cidade?

Só caminhando e cantando para descobrir...

O corpo em deriva compondo com a cidade se torna paisagem disruptiva para quem o vê passar, podendo desprogramar o caráter comumente utilitário do deslocamento urbano, convidando os corpos a escutar a si próprios, seus cotidianos e suas localidades. Se o corpo se movimenta e canta, ele é capaz de compor. Na perspectiva de uma arte urbana e não estritamente artística, torna-se possível que os transeuntes se desloquem do lugar de contemplação para o estado da criação.

Victor Seixas é ator, cantor, compositor e diretor. Formou-se pela Escola de Teatro Martins Penna e é bacharel em Direção Teatral pela Unirio. Atualmente mestrando pelo PPGArtes na UERJ. Em 2021 lançou seu primeiro disco - GESTO BRUTO - com composições autorais, parcerias e leituras de canções inéditas, algumas delas criadas justamente utilizando derivas urbanas e o ato ininterrupto de caminhar como plataforma criativa para as composições. Seus trabalhos teatrais mais recentes são ''Panidrom'', ''Paisagens Inter-urbanas'', ''Foz Afora'', ''Central - uma peça paisagem em tantos movimentos'', ''Quase'', ''E de repente uma ossada de baleia emergiu na cidade'', ''Dinossauros e Pelancas'', ''Amazona'' e ''O Problemão da Banda Infinita''.