Amazona

Rio de Janeiro, 2018

Numa noite explosiva, uma guerrilha de mulheres decide vingar a terra sobre a cidade.

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Amazona é um thriller itinerante que conta a história de uma guerrilha de mulheres que decide fazer a vingança da terra sobre a cidade. A peça estreou em outubro de 2018 no Rio de Janeiro, quando cumpriu uma temporada de dois meses de duração, com financiamento da Capes. Na época, foi considerada pelo Jornal do Brasil como destaque da temporada teatral carioca do ano. Em carta de recomendação do projeto, a artista e performer Eleonora Fabião define o trabalho como 'vibrante e necessário'.

Desde a estreia, o espetáculo já se apresentou em cidades como Belo Horizonte e Lisboa, em Portugal, quando participou do II Festival Feminista de Lisboa.

AMAZONA teatro caminho Carolina Calcavecchia

Como responder propositivamente – e não reativamente – diante do atual estado das coisas? 

 

A montagem é parte da pesquisa desenvolvida pelo diretor Ricardo Cabral dentro do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ, orientada pela artista visual Livia Flores. Foram sete meses de processo e mais de 20 artistas colaboradores para chegar a uma dramaturgia inédita, que dialoga diretamente com a situação política do país hoje.

 

Munido de um regador de dez litros, Ricardo regou o concreto e as pedras portuguesas (mas não a terra nem os canteiros) da praça Mauá, da praça Tiradentes e do largo da Carioca. Nina Harper ofereceu uma masterclass de subidas em árvore no canteiro central da avenida Presidente Vargas. Rafaela AmoDeo cruzou a avenida Rio Branco cos-turando à própria roupa os lixos que encontrava no chão. Chris Igreja saiu pelo Centro da cidade com uma vara de pescar e iscas variadas (um celular, um par de sandálias, uma nota de cinco reais, entre outras) e passou horas pescando pessoas pelas ruas. Anna Clara Carvalho vestiu-se de super-heroína com um maiô vermelho, patins, uma capa turquesa onde se lia “POSSO AJUDAR” e se disponibilizou a ajudar pessoas por uma tarde inteira na praça Mauá. 

 

Assim nasceu Amazona: depois de registrar todos esses materiais, criamos um arco ficcional em que as falas das personagens na peça vêm do que escutamos de pessoas reais durante nosso trabalho com a rua.

com Anna Clara Carvalho, Camila Costa, Chris Igreja, Marcéli Torquato e Victor Seixas 
direção geral e dramaturgia Ricardo Cabral
colaboração de direção Mayara Máximo e Rafaela AmoDeo
direção de arte Anna Clara Carvalho e Gunnar Borges
música final Ava Rocha, Victor Hugo e Gabriela Carneiro da Cunha
colaboração de dramaturgia Andrêas Gatto, Anele Rodrigues, Anna Clara Carvalho, Camila Costa, Carolina Calcavecchia, Chris Igreja, Elmir Mateus, Gunnar Borges, Jefferson Santos, Marcéli Torquato, Mariah Valeiras, Mauricio Lima, Mayara Máximo, Nina Harper, Rafael Ribeiro, Rafaela Amodeo, Rafaela Azevedo e Victor Seixas
orientação de pesquisa Livia Flores
fotos e vídeos Carolina Calcavecchia
identidade visual Flavia Trizotto
mídias sociais Anna Clara Carvalho

direção de produção Ricardo Cabral